COMPROU PELO MINHA CASA, MINHA VIDA E A CASA TÁ CHEIA DE PROBLEMA?
- Fernando Polonia
- há 2 dias
- 2 min de leitura
A cada dia que passa esse problema está se tornando mais comum, mas saiba que você tem direito de ter os problemas solucionados e não é só a construtora que é responsável.
A Justiça brasileira acaba de confirmar, pelo tribunal mais importante do país, o STJ, que a Caixa Econômica Federal também tem obrigação de responder pelos defeitos do imóvel. Sim, o banco também é responsável.
Por quê? Porque no programa Minha Casa, Minha Vida, a Caixa não é só quem empresta o dinheiro. Ela é quem escolhe as construtoras, aprova os projetos e deveria fiscalizar a obra. Se a casa saiu com defeito, ela também errou.
Então, se o imóvel apresenta infiltrações sérias, mofo, rachaduras, pisos e paredes se soltando, risco de desabamento, você pode cobrar os dois: a construtora e a Caixa.
Todavia, preste bastante atenção no detalhe: nem todo defeito gera o mesmo direito.
Problemas pequenos, como um azulejo solto ou uma fissura superficial, são considerados transtornos comuns. As responsáveis devem pagar o conserto, mas aí não tem indenização extra.
Já quando o problema é grave, quando a casa fica difícil ou perigosa de se viver, aí é diferente. Infiltração que alaga tudo, mofo que prejudica a saúde, risco de desabar, ter que sair de casa para fazer reparo: isso vai além do incômodo e gera sofrimento de verdade. Nesse caso, além de pagar o conserto, as responsáveis ainda têm que indenizar você pelo transtorno.
Mais três coisas que você precisa saber:
Você não precisa esperar a Construtora ou a Caixa resolver o problema. Pode ir direto à Justiça. Nenhuma lei obriga você a esgotar canais administrativos antes.
O prazo para entrar com ação é de 10 anos, contados da entrega das chaves ou de quando o problema apareceu.
Em casos graves, a Justiça tem fixado indenizações em torno de R$ 10.000,00, além do pagamento de todos os reparos.
Se você está sofrendo com isso, não fique quieto. Documente tudo. Faça fotos, vídeos, registre tudo, anote reclamações e, o mais importante, procure orientação jurídica.
A lei existe para proteger quem mais precisa. Use-a.

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