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SEU CONDOMÍNIO PODE ESTAR TE COBRANDO ERRADO. VEJA.

  • Fernando Polonia
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Imagine morar num condomínio e, do nada, descobrir que você paga o dobro do que seu vizinho paga. Mesma rua, casas parecidas, mas a sua conta chega sempre maior todo mês. Foi exatamente isso que aconteceu com um grupo de moradores de um condomínio no Rio Grande do Sul.


            As casas maiores foram obrigadas a pagar duas taxas de condomínio, enquanto todas as outras casas pagavam apenas uma. A justificativa era simples: essas casas eram maiores, então deveriam pagar mais. Parece até justo à primeira vista, não é mesmo?


            O problema apareceu quando os moradores prejudicados foram atrás dos números com calma. Existiam outras casas no mesmo condomínio, com tamanhos bem parecidos, e algumas até maiores, que continuavam pagando apenas uma taxa, enquanto eles pagavam duas. Ou seja, o critério usado não fazia sentido nenhum. Ele tratava pessoas em situações praticamente iguais de um jeito completamente diferente, sem nenhuma explicação clara.


            Esses moradores entraram na Justiça, e o caso chegou até o Superior Tribunal de Justiça, o STJ, que é a mais alta instância para esse tipo de discussão no Brasil. A decisão foi clara: um condomínio pode, sim, criar regras diferentes das que a lei prevê como padrão. Isso é permitido e até comum. Mas essa liberdade tem um limite, e esse limite é o tratamento justo entre todos os moradores.


            O tribunal entendeu que cobrar o dobro de um grupo, enquanto outro grupo em situação parecida pagava bem menos, é uma injustiça que a lei não aceita. Não basta dizer "sua casa é maior, então você paga mais". É preciso que essa diferença de cobrança realmente exista de forma proporcional. Se as casas têm tamanhos parecidos entre si, o valor cobrado também precisa ser parecido, e não pode dar um salto brusco sem motivo real.


            No fim, a Justiça anulou essa regra e determinou que o condomínio volte a cobrar de forma proporcional ao tamanho real de cada casa, até que os próprios moradores decidam, em nova reunião, um critério que seja de fato justo para todo mundo envolvido.


            Esse caso mostra algo que vai muito além de um simples condomínio. Mostra que regras criadas por um grupo, mesmo aprovadas pela maioria em assembleia, não podem prejudicar injustamente uma parte das pessoas. A maioria decide, isso é verdade, mas a maioria também tem limites que precisam ser respeitados. E um desses limites é simples de entender: quem está na mesma situação precisa ser tratado da mesma forma.


            Quantas vezes você já viu uma regra parecida no seu prédio, no seu bairro ou até no seu trabalho? Uma regra que, na prática, pesa mais para uns do que para outros, sem uma explicação que faça sentido?


            Se você já passou por algo parecido, ou conhece alguém que more em condomínio, compartilhe esse post agora mesmo. Essa informação simples pode evitar uma cobrança injusta na vida de alguém, e o direito de ser tratado com igualdade é de todo mundo, sem exceção nenhuma.

 

 
 
 

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